Matrícula é a ficha do imóvel no cartório de registro de imóveis. É nela que a propriedade existe.
Transcrição é o registro antigo, anterior a 1976, que muitas áreas ainda têm no lugar da matrícula.
Cadeia dominial é a sequência de donos registrados, lida na matrícula e nas transcrições. Serve para saber de quem é a terra e quem deve ser avisado.
Cadeia possessória é a sequência de quem morou no imóvel e de quem recebeu a posse: contrato de gaveta, cessão, recibo, conta de luz, cadastro da prefeitura, testemunhas. É ela que mostra que a casa é sua e desde quando.
Perímetro é a linha que delimita o bairro a ser regularizado, medida e desenhada por profissional.
PRF é o Projeto de Regularização Fundiária: o conjunto de plantas, memoriais e estudos que descreve o bairro e como ele fica depois de regularizado.
CRF é a Certidão de Regularização Fundiária: o documento que a prefeitura expede ao aprovar o PRF, com a lista dos moradores beneficiados. É ela que vai ao cartório.
Selagem é o cadastro físico do bairro, casa por casa, com número, fotos e croqui. Não está na lei: é prática das prefeituras que fazem Reurb em escala.
Legitimação fundiária é o instrumento que entrega a propriedade direto a quem ocupa a unidade como sua, por ato do poder público, em núcleo consolidado que existia em 22 de dezembro de 2016.
Legitimação de posse é o título de posse registrado, só em área privada. Vira propriedade sozinho cinco anos depois do registro, cumpridas as condições da Constituição; nos demais casos, a pedido, pelos requisitos da usucapião.
Lei 13.465/2017, arts. 11, V, 23, 25, 26, 35 e 41 · Lei 6.015/1973 · Código Civil, arts. 1.207, 1.243 e 1.245